Plano ABC: entenda o propósito da Agricultura de Baixo Carbono

Plano ABC

Com a significativa participação do setor agropecuário para o aumento de mudanças climáticas e agravamento do efeito estufa, o Plano ABC surgiu como uma alternativa para mudar esse cenário. A grande pressão internacional sobre o Brasil para a redução de emissão de carbono também faz com que o Plano seja um importante aliado do agro.

A agropecuária é uma das principais responsáveis pelas emissões globais de gases de efeito estufa. Para se ter uma ideia, o agro brasileiro responde por 30% das emissões em território nacional e 7% das emissões globais, segundo um levantamento realizado em 2019.

O Plano ABC impacta diretamente na rotina de produção dos agricultores brasileiros de todos os portes. Se você ainda não implementou práticas para contribuir com o Plano, continue a leitura e saiba mais sobre o tema!

O que é Plano ABC?

Criado pelo Governo Federal, o Plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono) é oficialmente chamado de “Plano Setorial para Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas para Consolidação de Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura”.

Trata-se de uma política pública que tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases do efeito estufa provenientes do agronegócio. Para isso, o Plano ABC prevê a utilização de tecnologias e a adoção de práticas sustentáveis que ajudem a reduzir as emissões sem comprometer a produtividade e crescimento do setor.

Para acelerar a transformação, foi criado o Programa ABC, uma linha de crédito para agricultura de baixa emissão de carbono no país, com taxas de juro diferenciadas aos produtores. Além disso, também prevê transferência de tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, regularização ambiental e capacitação de técnicos e produtores.

Programas do Plano ABC

Para atingir o objetivo principal, o Plano ABC foi dividido em sete programas. Seis deles estão relacionados às tecnologias de mitigação, já o último é voltado para que os agricultores se adaptem às mudanças climáticas. Conheça melhor abaixo:

Recuperação de pastagens degradadas

A degradação de pastagens causa perdas de produtividade e resulta em perda de cobertura vegetal e de matéria orgânica no solo, levando ao aumento da emissão de CO2, principal gás do efeito estufa.

Meta: recuperar 15 milhões de hectares de pastagens degradadas e mitigar 83 milhões a 104 milhões de toneladas de CO2.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF) e Sistemas Agroflorestais (SAFs)

A iLPF permite integrar produção agrícola, criação de gado e silvicultura em um mesmo espaço. Já as SAFs combinam espécies florestais com lavouras tradicionais. As duas práticas trazem benefícios ecológicos e contribuem para o aumento da produtividade na agropecuária.

Meta: ampliar a adoção de sistemas iLPF e SAFs em 4 milhões de hectares e mitigar 18 a 22 milhões de toneladas de CO2.

Sistema de Plantio Direto (SP)

Com o princípio de revolvimento mínimo do solo, favorece a conservação do solo, da biodiversidade e da água, aumenta a eficiência da adubação e reduz o consumo de combustíveis fósseis.

Meta: adotar 8 milhões de hectares de SPD e mitigar 16 milhões a 20 milhões de toneladas de CO2.

Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN)

Consiste na inoculação das sementes com bactérias que contribuem para fixar no solo o nitrogênio disponível na atmosfera. Com isso, é possível reduzir o uso de fertilizantes que contribuem para as emissões de gases do efeito estufa.

Meta: adotar a Fixação Biológica de Nitrogênio em 5,5 milhões de hectares e mitigar 10 milhões de toneladas de CO2.

Florestas Plantadas

É uma prática que visa a criação de florestas com espécies nativas – como a araucária – e exóticas – como o eucalipto –  com o objetivo de aumentar a captura de CO2.

Meta: estimular o plantio de 3 milhões de hectares de florestas e mitigar de 8 a 10 milhões de toneladas de CO2.

Tratamento de dejetos animais

Os dejetos animais são responsáveis pela emissão de grande quantidade de metano, gás que é prejudicial ao efeito estufa. O tratamento de desejos possibilita a redução da emissão desse gás e contribui para a produção de adubo orgânico, permitindo a redução do uso de insumos químicos.

Meta: realizar o tratamento de 4,4 milhões de metros cúbicos de dejetos animais e contribuir com a mitigação de 6,9 milhões de toneladas de CO2.

Adaptação às mudanças climáticas

Além dos seis programas citados acima, a adaptação às mudanças climáticas também é uma meta do Plano ABC. O objetivo é promover a implementação de sistemas diversificados e o uso sustentável da biodiversidade e dos recursos hídricos.

Como você pode contribuir?

Além do objetivo principal de reduzir as emissões de  gases do efeito estufa, contribuir com o Plano ABC também ajuda a modernizar seu negócio, aumentar sua produtividade e melhorar sua competitividade no mercado. 

A implementação de novas tecnologias no campo é um caminho essencial para atingir o propósito do Plano. A Terra de Cultivo também pode te ajudar nessa missão. Nossos fertilizantes organominerais aliam sustentabilidade à alta produtividade, contribuindo para reduzir a necessidade do uso de fertilizantes minerais que podem levar à emissão de gases poluentes.

Graças à elevada presença de matéria orgânica, os organominerais também contribuem para melhorar a estrutura do solo, minimizando as causas da degradação do solo, além de auxiliar a recuperar a qualidade de áreas degradadas.

Além disso, a fabricação desses compostos envolve a reciclagem de resíduos orgânicos  – como dejetos animais – que poderiam ser descartados de maneira incorreta e contribuir para poluição do solo, da água e do ar.

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