Os impactos da adubação mineral no meio ambiente

A adubação mineral é uma prática utilizada em larga escala pela atividade agrícola no mundo todo. Apesar de contribuir com a produtividade da lavoura, ela acaba trazendo grandes impactos prejudiciais ao meio ambiente e contribui para o agravamento de diversos problemas de ordem ambiental.

Segundo dados do Atlas do Agronegócio, o consumo de fertilizantes químicos – ou minerais – no Brasil cresceu mais de 170 vezes entre 1950 e 2016. O cenário atual demanda uma produção agrícola mais consciente, responsável e sustentável. O desafio de reduzir esses números é enorme, e o primeiro passo é despertar a consciência dos produtores agrícolas.

Neste artigo, você vai conhecer os principais impactos que a sua cadeia produtiva pode causar no meio ambiente e descobrir como os organominerais podem tornar sua produção mais sustentável, além de aumentar a produtividade e qualidade das plantas. Acompanhe!

Adubação mineral X Meio ambiente: os impactos dos fertilizantes químicos

O uso de fertilizantes químicos é uma resposta imediata para a correção de problemas de fertilidade e qualidade do solo. No entanto, os efeitos dessa prática vão muito além disso e podem representar um grande perigo para o meio ambiente, impactando a qualidade do solo, água, ar e até mesmo a saúde humana.

Contaminação do solo

Vários tipos de fertilizantes usados na adubação mineral são grandes acidificadores do solo, causando a perda gradual de nutrientes e contribuindo para que o solo seja cada vez mais improdutivo. Com isso, gera-se um ciclo vicioso: com um solo pouco fértil, utiliza-se uma quantidade maior de fertilizante nas próximas plantações.

Além disso, os fertilizantes químicos – principalmente os fosfatados e nitrogenados – são biocidas, ou seja, destroem a microvida presente no solo. Com a morte dos microrganismos benéficos para a plantação, o resultado é um solo mais pobre que acaba dificultando o correto desenvolvimento das plantas.

Contaminação da água

A maior parte dos fertilizantes aplicados penetra diretamente no solo, mas uma parte é levada pelo processo de lixiviação. Como resultado, os compostos químicos presentes nos fertilizantes causam a contaminação de rios, lagos e lençóis freáticos.

Em muitos casos, pode ocorrer a morte de toda a vida presente em rios e lagos, uma vez que o excesso de nutrientes depositados no local estimulam o crescimento de algas e roubam o oxigênio disponível. Em outros casos, os poluentes, como dioxinas e metais pesados presentes nos fertilizantes contaminam os animais e plantas que vivem na água.

Contaminação do ar

Há, ainda, uma terceira parte dos fertilizantes que sofre o processo de evaporação, principalmente no caso dos fertilizantes nitrogenados. A evaporação de substâncias, como o óxido nitroso, é prejudicial à camada de ozônio e contribui com o agravamento do aquecimento global.

Extração de recursos naturais

Para a produção de fertilizantes utilizados na adubação mineral é necessário extrair recursos naturais que, muitas vezes, são aproveitados de forma desregulada e sem preocupação com o futuro das próximas gerações. 

A fabricação desses fertilizantes demanda uso intenso de energia e combustíveis fósseis, principalmente o gás natural e o carvão mineral. A emissão do dióxido de carbono resultando do processo de produção favorece o agravamento do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global.

Fertilizantes organominerais: uma resposta sustentável à adubação mineral

Os fertilizantes organominerais são produzidos por meio da compostagem, um processo que transforma matéria orgânica em produtos equilibrados, com alta qualidade e extremamente benéficos para a produtividade e lucratividade da lavoura. Apesar de conterem uma fração mineral, esta não prejudica o meio ambiente e contribui para potencializar os benefícios da matéria orgânica.

Dentre os diversos benefícios dos fertilizantes organominerais podemos citas:

  • aumento da capacidade de retenção hídrica;
  • aumento da porosidade;
  • redução da erosão e degradação do solo;
  • disponibilidade gradativa de nutrientes;
  • favorecimento da atividade microbiológica do solo;
  • menor perda de nutrientes;
  • aumento da capacidade de troca catiônica. 

Como disponibilizam maior quantidade de nutrientes de forma gradativa e melhoram as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, o fertilizante organomineral reduz, em cerca de 20%, a necessidade da aplicação de fertilizantes químicos.

Dessa forma, os organominerais ajudam a reduzir todos os problemas causados no solo, água e ar que são gerados por meio da adubação mineral. Além de contribuírem com a sustentabilidade, esses insumos ainda promovem melhores resultados para a lavoura, atuando a favor de uma agricultura sustentável, produtiva e lucrativa.

Quer saber como você pode reduzir os impactos ambientais causados por suas práticas agrícolas e ainda garantir uma lavoura mais produtiva e de maior qualidade? Conheça nossos fertilizantes organominerais e maximize seus resultados!

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