Doenças da soja: conheça as mais comuns e saiba como evitar

Doenças da soja: conheça as mais comuns e saiba como evitar

Em um mercado cada vez mais competitivo, alcançar o máximo potencial produtivo na cultura da soja é um objetivo comum a todos os produtos. Para isso, é preciso saber lidar com os possíveis fatores limitantes na lavoura, como as doenças da soja,  que podem causar graves prejuízos à qualidade e produtividade da lavoura. 

Em todo o Brasil, aproximadamente 40 doenças já foram identificadas na cultura da soja. As doenças podem ser causadas por fungos, bactérias, nematóides e vírus, sendo responsáveis por perdas de produtividade de 10% a 20% por safra. No entanto, o prejuízo pode afetar 100% da produção quando não há o manejo adequado.

Neste artigo, vamos apresentar as doenças mais comuns que podem atingir a soja e as principais técnicas para evitá-las. Acompanhe!

7 doenças comuns na cultura da soja

As doenças da soja podem variar de ano para ano e de região para região, dependendo principalmente das condições climáticas da safra. Contudo, algumas delas são bastante frequentes nas lavouras. Conheça as mais comuns!

Ferrugem-Asiática

Considerada a doença com maior potencial de dano à cultura, a Ferrugem-Asiática é causada por um fundo que impede a completa formação dos grãos, com consequente prejuízo à produtividade.

A doença pode aparecer em qualquer estágio do desenvolvimento da soja, mas é mais comum após o fechamento da folhagem, devido ao acúmulo de umidade e menor incidência de radiação solar nas folhas baixas, local em que a doença tende a começar.

Os principais sintomas são pontos bem pequenos – no máximo 1 mm de diâmetro – com coloração esverdeada a cinza-esverdeada. Com o avanço da doença, as folhas infectadas tornam-se amarelas, ficam secas e caem.

Antracnose

É uma das doenças mais comuns em culturas de soja cultivadas na região do cerrado. A antracnose afeta a fase inicial de formação de vagens, podendo causar queda ou deterioração das sementes.

A umidade e temperaturas elevadas, características de regiões com solos de cerrado, são as principais causas para o aparecimento da doença. O uso de sementes infectadas e deficiências nutricionais, como de potássio, também favorecem a ocorrência da antracnose.

Como resultado, ocorre a morte de plântulas e manchas negras nas nervuras das folhas e hastes. As vagens adquirem coloração castanho-escura a negra e ficam retorcidas. 

Mancha-alvo

A mancha-alvo é uma das doenças da soja que vem se tornando cada vez mais comuns. As principais causas são o aumento da semeadura de cultivares suscetíveis e a baixa eficiência dos fungicidas utilizados na cultura, além de ter influência da alta umidade.

Causada por um fungo, as plantas afetadas pela doença apresentam manchas circulares na coloração castanha e com pontuação no centro, com lesões que atingem até 2 cm de diâmetro. Manchas pardo-avermelhadas podem surgir na haste e nas vagens, e raízes podem ser infectadas.

Mofo-branco

Com potencial de causar perdas de produtividade em até 30%, o mofo-branco é uma doença comum em regiões com altitude superior a 700 m, já que temperaturas amenas e alta umidade são condições ideais para o desenvolvimento do fungo causador da doença.

A principal forma de introdução do patógeno é por meio do uso de sementes contaminadas. Quando atinge a soja, a doença pode afetar todo o ciclo da lavoura, uma vez que ataca toda a planta, incluindo hastes, ramos, flores e raízes.

Os sintomas iniciais incluem o aparecimento de lesões encharcadas e uma massa de micélio branco, com aspecto cotonoso, sendo que esta é a característica mais marcante da doença.

Oídio

Podendo acometer a soja em qualquer estágio de desenvolvimento da planta, o Oídio é causado por um fundo e ocorre em regiões com maior altitude, com baixa umidade e temperaturas mais amenas.

A doença causa uma fina cobertura esbranquiçada nas folhas. Com o avanço, a coloração branca muda para castanho-acinzentada. Em condições mais graves, pode haver secamento e queda prematura das folhas.

Mancha-parda

Também conhecida como septoriose, a mancha-parda é mais uma das doenças da soja causadas por fungos. Nesse caso, o agente causador reside em restos da cultura e o desenvolvimento da doença é favorecido por condições quentes e úmidas.

O fungo necessita de um período mínimo de molhamento de 6 horas e temperaturas entre 15 °C e 30 °C para afetar as plantas e ocasionar sintomas.

Os primeiros sinais podem aparecer no ciclo inicial da planta, mas a maior incidência ocorre na fase de maturação das plantas. Os principais sintomas são pequenas pontuações ou manchas de contornos angulares, pardas ou castanho-avermelhadas. Em infecções severas, causa desfolha e maturação precoce.

Crestamento foliar

O crestamento foliar é uma das doenças da soja que aparecem no final do ciclo de desenvolvimento das plantas. É mais comum em regiões mais quentes e chuvosas, sendo que o fungo causador, geralmente, é introduzido na lavoura por meio de sementes infectadas.

A doença ataca todas as partes da planta. Nas folhas, aparecem pontuações escuras  de coloração castanho-avermelhadas e bordas difusas, podendo resultar em desfolha prematura. Nas vagens, aparecem pontuações vermelhas que evoluem para manchas castanho-avermelhadas. Já nas hastes, é comum o aparecimento de manchas vermelhas na superfície.

Como evitar o aparecimento de doenças da soja?

Existem diversas técnicas de manejo que podem ser adotadas a fim de evitar a ocorrência de doenças da soja. Confira o que você pode fazer!

  • Escolha da semente e da cultivar: o ideal é sempre preferir sementes tratadas e livre de fitopatógenos, já que apresentam maior qualidade sanitária. Além disso, a escolha da cultivar sempre deve considerar as características da sua região.
  • Rotação de culturas: auxilia a diminuir a população de patógenos, bem como reduzir a resistência de microrganismos causadores de doenças.
  • Evite a compactação do solo: o solo não compactado favorece o aprofundamento das raízes da planta e a infiltração de água, dificultando o desenvolvimento dos fungos.
  • Plantio Direto: esse sistema de plantio possibilita que o solo recupere sua qualidade e fertilidade. Dessa forma, as plantas encontram condições adequadas de desenvolvimento, dificultando o avanço das doenças.
  • Fertilizantes organominerais: os organominerais oferecem nutrição adequada e gradual, melhoram as características físicas, químicas e biológicas do solo, aumentam a presença de microrganismos benéficos, melhoram a capacidade de absorção de água, dentre diversos outros benefícios. Tudo isso contribui para que as plantas se tornem mais resistentes às doenças. 

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